Ansiedade Infantil

Ansiedade Infantil

Sou pequeno, não sei como
lidar com meus sentimentos! Às vezes “coisas” me incomodam, preste a atenção,
não me menospreze, esse incomodo toma conta de mim e eu não sei o que fazer, por
isso as minhas reações, ao seus olhos, são as piores possíveis. Me acolha, não
me julgue. Lembre-se: Sou Só Uma Criança!
Christiane Junqueira

Mas o que
é ansiedade?

Segundo o DSM-5: “Os
transtornos de ansiedade incluem transtornos que compartilham características
de medo e ansiedade excessiva e perturbações comportamentais relacionados. Medo é a resposta emocional a ameaça
iminente real ou percebida, enquanto ansiedade
é a antecipação de ameaça futura”.
A ansiedade é uma reação do
nosso corpo, uma “emoção natural” como tantas outras,  e que nos ajuda a lidar com dificuldades, conflitos e/ou situações
perigosas que o nosso
psiquismo entende como ameaçadoras, por exemplo situações de exposição pública,
uma prova de vestibular e nas crianças uma “simples” briga dos pais.


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Mas como assim “nas
crianças”?

Sim, nas crianças, porque criança
também sofre de ansiedade, assim como depressão, que já abordamos, e outros
sintomas emocionais. Apenas não se expressam como os adultos.
Normalmente, depois que a
situação estressante passa, a ansiedade também,  e voltamos ao nosso estado normal.
Porém, a ansiedade passa a torna-se um
problema ainda maior, quando passa a ser disfuncional e interfere diretamente no
dia a dia, do indivíduo, impossibilitando-o
de desfrutar a vida como esta acostumado, afetando assim, as relações na
escola, trabalho, família, amizades e vida social.
Isso acontece porque, em algumas pessoas, a ansiedade
é um estado permanente, que independe de gatilhos externos, passando a ser considerada
uma doença, que é quando o indivíduo permanece preocupado, em estado de alerta,
mesmo não havendo motivos para isso.
E sim, também afeta crianças! Afinal,
sofrimento atinge todas as idades e não temos como medir os rumos que seguirão
se for dada a atenção necessária e devida a eles.
A ansiedade interfere na
percepção que a pessoa tem do seu ambiente e de si própria. Tudo passa a ser
ameaçador e a sensação é de vulnerabilidade constante. A mente é continuamente
tomada por pensamentos ansiosos, que persistem por muito tempo. Esse processo afeta a autoestima, a resistência física e
mental do ansioso, acarretando entre tantos sintomas, também a depressão.
As perturbações
ansiosas nas crianças e jovens são comuns e uma das dificuldades mais
frequentes na infância. Podem
ter um impacto significativo na sua rotina, com consequências no
desenvolvimento e interferência na aprendizagem, nas relações de amizades e nas
relações familiares.
 Quando
ignorada na infância, a ansiedade persiste na vida adulta, aumentando a probabilidade
de se desenvolver outros tipos de patologia.

SINTOMAS

Existem alguns sintomas que podem estar presentes
na ansiedade infantil e a presença desses sintomas, durante várias semanas, com
interferência na rotina da criança ou jovem, é um sinal de alerta, devendo, os
pais, encaminhar a criança ou adolescente para avaliação com um especialista.
São eles:
·     
Tristeza
·     
Medo
·     
Preocupação
·     
Culpa
·     
Sensação de não ter valor
·     
Desesperança
·     
Alterações repentinas de humor
·     
Sensação de confusão mental
Os sintomas descritos, quando não são, em primeiro lugar,
dada a devida atenção e importância, afinal muitos pais os consideram
“frescura” ou “manha” e então avaliados e tratados, podem trazer sérias
consequências como:
·      Depressão
·      Isolamento
·      Baixa
auto-estima
·      Fobia
·      Dificuldades escolares
·      Problemas de socialização
·      Esquiva de pessoas e situações conhecidas,
porem consideradas ameaçadoras
·      Esquiva a novas situações
Por isso, é sempre importante
ficar atento aos sintomas descritos, associados à fase a qual a criança está passando,
sua idade e também ao seu comportamento/ temperamento, ou seja, ao “jeito de
ser” que é particular de cada indivíduo e observar se há mudanças, se está
agindo diferente do que é costume.

Mas o que todos querem
saber:
O Que Fazer?

É
indispensável que os pais observem os próprios comportamentos e assim verificar
se não estão gerando ansiedade em seu filho, pois é necessário manter a criança
calma no momento que está aflita em decorrência de situações conflituosas para ela.
Lembrem-se: pais ansiosos, filhos
ansiosos
.
Outro fator importante, é que o adulto ainda
comete o erro de achar que o sofrimento é um sentimento destingindo adulto,
porém crianças sofrem e esse sofrimento pode gerar ansiedade. Fique atento a
isso e ajude seu filho a nomear esses sentimentos, mostre-se presente e
participativo, levando ao seu filho conforto e segurança.
Não se esqueça de lhe dizer: Eu estou aqui e
vou te ajudar!
Referência Bibliográfica:
MANUAL diagnóstico e estatístico de transtornos mentais:
DSM-5 / [American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Corrêa
Nascimento… et al.];revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli…[at al.]. –
5. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2014.

https://oficinadepsicologia.com/ansiedade-infantil/
Segue abaixo um video da minha parceira Chris falando um pouco mais sobre ansiedade infantil.

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