JOGOS E O PSIQUISMO INFANTIL

O jogo é uma ferramenta que contribui para a formação da
criança a nível corporal, afetivo e cognitivo que por se tratar de uma
atividade lúdica se torna mais atrativo e eficiente em seu desenvolvimento,
preparando sua inteligência e caráter.  O
jogo é uma forma de brincar aonde a criança expressa de maneira simbólica suas fantasias,
seus desejos e suas experiências reais permitindo fluir a imaginação e a
criatividade.


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Lúdico do latim ludus significa jogo. Segundo Huizinga
(1995) o jogo pode ser considerado como uma atividade livre, conscientemente
tomada como “não-séria”, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de
maneira intensa e total.

Para Piaget
(1975b), os jogos estão diretamente ligados ao desenvolvimento mental da
infância; tanto a aprendizagem quanto as atividades lúdicas constituem uma
assimilação do real. Almeida (1995) diz que a brincadeira simboliza a relação
pensamento-ação da criança, e, sendo assim, constitui-se provavelmente na matriz
formas de expressão da linguagem.
Através de jogos é
possível que a criança tenha uma dimensão de tempo (antes – depois), quantidade
(pouco – muito), compreensão da sequência (início-fim). Para Pettry (1988) o
jogo é uma atividade própria da criança e esta centrada no prazer que
proporciona a ela. Brincadeiras com o corpo em movimento auxiliam as crianças a
compreender e a relacionar conceitos de: perto, longe, atrás, mais perto, em
cima, na frente e também contribuem para o desenvolvimento psicomotor.
É possível
desenvolver relacionamentos, pois o ato de brincar, jogar é necessário que haja
uma interação, pois assim o aprendizado torna-se mais eficaz para ambas as
crianças, pois a troca de conhecimento é vasta.
É uma atividade desligada de interesses materiais, praticada
dentro de limites espaciais e temporais próprios, com ordens e regras e também
promove a formação de grupos sociais.
Para Platão e outros pensadores da Grécia antiga era importante
que as crianças em seus primeiros anos de vida fossem educados com jogos
educativos, começando aos sete anos. Era contra os jogos competitivos, pois não
valorizavam o caráter e a personalidade fazendo com que as crianças acabassem
tendo uma formação danificada. (NUNES DE ALMEIDA, 1998). Para os egípcios,
maias, romanos, os jogos eram passados para os jovens de geração a geração
pelos mais velhos onde aprenderiam através de seus ensinamentos valores e
conhecimento para as normas sociais do padrão de vida. 
Segundo Marcondes Marina (1994), o brincar com o seu próprio
corpo significa descobrir a si mesmo. Ainda segundo o mesmo autor, no brincar,
a criança lida com sua realidade interior e sua tradição livre da realidade exterior.
Brincar para uma
criança é uma festa, pois começa a inventar joguinhos, como fechar e abrir os
olhos como se estivesse achando algo ou escondendo-se. A criança que brinca
livremente do seu jeito, a sua maneira acaba transmitindo seus sentimentos,
ideias, fantasias. Brincar é também raciocinar, descobrir, persistir e
perseverar; aprender a perder percebendo que haverá novas oportunidades para
ganhar; esforçar-se, ter paciência, não desistindo facilmente. Brincar é viver
criativamente no mundo.
MARCHI, Wanderley
Júnior: JOGO, ESPORTE E SOCIEDADE: considerações preliminares para uma análise
correlacional MARCONDES, Marina Machado: Brinquedo-sucata e a criança: a
importância do brincar: atividades e materiais. Publicado por Edições Loyola,
2001.
Nunes, Paulo de
Almeida: Educação lúdica – o prazer de estudar técnicas e jogos pedagógicos.
São Paulo: Edições Loyola, 1998
BROUGÈRE, Gilles: A
criança e a cultura lúdica; 19 de novembro de 1998
ARTIGOS;
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-25551998000200007&script=sci_arttext&tlng=en

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