Olá queridos,

Multa para quem transporta crianças fora da cadeirinha irá aumentar

Multa para quem transporta crianças fora da cadeirinha irá aumentar


Há mais
de cinco anos o Brasil deu um importante passo para a prevenção de riscos às
crianças no trânsito
. Desde que a lei da cadeirinha entrou em vigor
no país, a maioria dos pais passou a se preocupar com o uso de dispositivos de
retenção.

No entanto, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, muitos motoristas
ainda são imprudentes nesta questão. Só em 2015, nas rodovias federais houve
a autuação de 740 motoristas que transportavam crianças sem o dispositivo.
A partir de novembro deste ano, a lei fica ainda mais rigorosa e a
multa, que era de R$ 191,54 passará para R$ 293,47. Além disso, a fiscalização
também será mais rígida. E os motoristas devem estar atentos: não é só a falta
do equipamento que causa a infração, mas também o uso inadequado da cadeirinha.

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Diferentes tipos de cadeirinha:

Existem três tipos principais de poltronas para
crianças. Em termos de segurança, mais que a idade, o que interessa é o peso e a altura do
seu filho, em relação ao que está escrito no manual de cada cadeirinha. 

·        
Bebê-conforto: São cadeirinhas adequadas para
bebês recém-nascidos até cerca de 9 kg (algumas até 13 kg), mais reclinadas, e
que devem ser colocadas de costas para o banco da frente do carro.

Muitas vezes esses modelos possuem uma base que fica acoplada ao cinto de
segurança, o que facilita a retirada da cadeirinha.


Esse tipo de bebê-conforto, com cinto de
segurança
interno de cinco pontos, encaixa na maioria dos carrinhos, o que
significa que você pode tirar o bebê do carro dormindo, com cadeirinha e tudo,
sem ter que incomodá-lo ou acordá-lo. São os chamados “travel
systems”. 

A desvantagem é que, depois que a criança chega ao limite de peso (9
kg ou até 13 kg), é necessário comprar outra poltrona. 

·        
Poltronas reversíveis: São cadeirinhas projetadas para
carregar desde recém-nascidos até crianças de cerca de 16 kg ou mais,
dependendo do modelo. Enquanto o bebê é pequeno, esses modelos são instalados
de costas para o banco da frente do carro.

Essa é a posição mais segura, porque protege o pescoço do bebê em caso de
impacto.

·        

Poltronas para o posicionamento do cinto do carro (boosters): São poltronas
ou “banquinhos” que servem para a criança ficar mais alta e dessa
forma usar o cinto normal do carro na posição correta.

Esse tipo de assento de elevação pode ou não ter
encosto. No caso dos sem encosto, é necessário que o carro tenha proteção para
a cabeça, que evita o efeito de “chicote” em caso de acidente, um
grande causador de lesões na medula espinhal. 

Os assentos de elevação com encosto têm a
vantagem de posicionar melhor a parte superior do cinto, pois costumam ter
“passantes” e ser ajustáveis à altura da criança. 

Só podem usar esse tipo de poltrona crianças com
mais de 4 anos de idade, segundo a resolução do Conselho Nacional de Trânsito
(Contran), mas não tenha pressa de fazer a mudança. 

A legislação
brasileira afirma que esse tipo de cadeira é obrigatório para crianças de até 7
anos e meio, mas o ideal é que ela seja usada até a criança ter 1,45 m de
altura. 

A partir daí ela pode passar a utilizar o cinto
normal do banco, sem assento. 

Como instalar a cadeirinha:

Instalar
a cadeirinha do carro não é tarefa fácil. É preciso passar o cinto de segurança
do veículo pelos locais indicados no manual de instrução do assento (nem sempre
muito bem explicado) e apertar bem, até que a cadeira praticamente não se mexa. 



Para isso, você ou quem estiver lhe ajudando terá
que literalmente subir na cadeira, para forçá-la contra o estofado e garantir
que a instalação esteja realmente firme. 



De acordo com especialistas, o melhor lugar para a
instalação da cadeirinha é no assento do meio do banco traseiro, para diminuir
o risco de um impacto no caso de acidentes. Sempre que possível, reserve esse
lugar para a criança mais nova. 



Não adianta ter a cadeirinha e não prender seu
filho direito. O cinto da cadeirinha precisa ser colocado de forma que apenas
um dedo caiba entre o cinto e o corpo da criança. Ou seja, o cinto precisa
ficar justo. 



Você saberá que ele está bem colocado se não
conseguir “pinçar” o tecido usando os dedos polegar e indicador.



O motivo disso é que, se o cinto estiver largo,
além de a criança poder se soltar, no caso de acidente haverá um forte impacto
do corpo dela com o
cinto
. Isso já é suficiente para provocar lesões
graves. 



Em outros países, como nos Estados Unidos, os
carros são equipados com um sistema, chamado LATCH, que facilita a instalação
das cadeirinhas



No Brasil o sistema não é obrigatório, portanto
você vai precisar instalar o equipamento com o cinto de segurança do veículo. 



A regularidade no uso também é essencial. Não use
a cadeirinha só para viajar, ou apenas em distâncias mais longas. 



Acostume seu filho a usá-la sempre, nem que seja
para ir até a esquina. 


Leia abaixo os principais pontos da resolução do
Contran: 

·        
Crianças de 0 a 1 ano têm que usar bebê-conforto ou poltrona
reversível voltados para a traseira do veículo.
·        
Crianças de 1 a 4 anos têm de usar cadeirinha.
·        
Crianças de 4 a 7 anos e meio têm de usar assento de elevação, ou
“booster”, com o cinto de segurança de três pontos do carro.
·        
Crianças de 7 anos e meio a 10 anos devem viajar no banco traseiro
com o cinto de segurança do veículo.

·        
Se houver mais de três crianças abaixo de 10 anos no carro, a mais
alta pode ir no banco da frente com o dispositivo de retenção adequado
(cadeirinha ou booster, se tiver menos de 7 anos e meio) para sua altura e
peso.

O mesmo se aplica a carros que não tenham banco traseiro ou em que não seja
possível instalar cadeirinhas.

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7 thoughts on “Multa para quem transporta crianças fora da cadeirinha irá aumentar

  1. Super concordo e ainda acho que deveria ser mais caro! Alguns pais infelizmente só cumprem a Lei quando foi no bolso. Ainda mais se tratando da vida das crianças, devemos sempre ter consciência disso! Beijos, Mari!

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