Eu olho para a vida com amor,
pois meus olhos e meu coração só enxergam amor em tudo que vê. A vida para mim
é feliz, porque essa é a minha “diferença” saber enxergar a vida como os “normais”
não sabe enxergar. Não estraguem isso!
Christiane Junqueira

  O que é a Síndrome de Down?



Geneticamente explicando,
Sindrome de Down – SD, é
causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das
células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As
pessoas com SD, ou Trissomia do Cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas
células em vez de 46, como a maior parte da população. A SD não é uma doença,
mas uma condição da pessoa, associada a algumas questões para as quais os pais
devem estar atentos desde o nascimento da criança.
Toda criança com SD é perfeitamente capaz de
desenvolver suas capacidades pessoais e alcançar crescentes níveis de
realização e autonomia. São indivíduos capazes  de sentir, amar, aprender,
se divertir e trabalhar. Poderão ler  e escrever, deverá ir à escola e
levar uma vida autônoma, ocupando assim seu lugar na sociedade como qualquer
outro indivíduo.


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As características físicas são semelhantes, mas não
o desenvolvimento e o comportamento. Kaplan, Sadock e Grebb (1997) citado por
Angélico (2004) apontam que na SD, a função da linguagem é relativamente fraca,
enquanto a sociabilidade e aptidões sociais, como cooperação interpessoal e
adequação à convenções sociais são relativamente fortes, e várias fontes
expressam que os indivíduos com SD, são dóceis, alegres, bem humorados e
cooperativos (Glat & Kadlec 1984; Kaplan, Sadock & Grebb, 1997 citado
por Angélico (2004).

Por outro lado, Angélico e Del Prette (2011),
relata dados na literatura de subgrupos de indivíduos com SD que se apresentam
agressivos, agitados e difíceis de manejar, além de características como
birrentas, calmas, agitadas e irritadas para crianças da pré-escola. Outras
características como desatenção, teimosia e desobediência também foram
apontadas. Já na adolescência, segundo estudos de autores como Soresi e Nota
(2000), indivíduos com SD frequentemente experimentam dificuldades em
estabelecer e manter relações com amigos na escola, bem como com figuras de
autoridade (Angélico & Del Prette, 2001).
Desta forma, com o exposto acima, que provém de estudos
realizados com pessoas com SD, é possível perceber que embora existam algumas
características particulares da síndrome, tratam-se de indivíduos
que, num contexto geral, o comportamento é igual ao das demais pessoas, os
quais respondem de acordo com o ambiente ao qual estão inseridos, pois terá os
mesmos  como sua referência de educação e comportamento.
Segundo Pereira (2007),  o comportamento de
qualquer indivíduo, sendo ele criança ou adulto, com ou sem SD são mantidos ou
extintos pelos ambientes em que estão inseridos. 
Se comportamentos de carinho
forem reforçados pelos membros de sua família, através de atenção e elogios por
exemplo, eles ocorrerão em uma freqüência relativamente alta neste ambiente, e
podem se generalizar para outros contextos. Da mesma forma, se comportamentos
agressivos são permitidos e reforçados em um ambiente educacional, como no caso
de educadores oferecendo atenção contingente a estes comportamentos, a sua
freqüência será relativamente alta e se tornarão funcionais neste determinado
contexto. Assim, alguns estereótipos que envolvem as crianças com SD como por
exemplo serem dóceis e carinhosas, caem por terra.
O indivíduo com SD,, como todo e qualquer
indivíduo, em um dado momento pode ser necessário intervenções a fim de promover
mudanças em comportamentos inadequados ou tratar dificuldades emocionas e
cognitivas apresentadas. E para que haja eficácia no tratamento realizado, se
faz necessário a interação profissional e familiar como garantia de bons
resultados.
De acordo com Serapompa e
Maia (2006), em um contexto de intervenção multiprofissional junto às pessoas
com SD, demonstram que é interessante o diálogo entre os profissionais das
diversas áreas envolvidas, assim como entre estes, a família e a criança. Dessa
forma, é possível avaliar de maneira mais completa a criança e planejar treinos
de habilidades, uma vez que cada profissional percebe as peculiaridades e
necessidades referentes a sua área. Os profissionais podem elaborar juntos
estratégias em torno de tarefas motoras, perceptuais e cognitivas, para
estimularem a criança, apresentando os desafios, em ordem crescente quanto ao
grau de complexidade.
Todo indivíduo com SD deve
ser inserido no contexto social, pois tem plena capacidade de se desenvolver,
basta ser dada a devida atenção às suas necessidades particulares e o mesmo
responderá positivamente ao mundo apresentado a ele.
REFERÊNCIA
Serapompa, Marisa T. & Maia, Suzana M. (2006).
Acolhimento e inclusão: da clínica ao acompanhamento escolar de um sujeito com
síndrome de Down. Distúrbios da Comunicação. São Paulo, vol.18,n.3,pp.313-322.
Angélico, A. P. & Del Prette, A. (2011). Avaliação do repertório de
habilidades sociais em adolescentes com Síndrome de Down. Psicologia: Reflexão
e Crítica 24 (2). 
Angélico, A. P. (2004). Habilidades sociais de adolescentes com Síndrome
de Down. Dissertação de mestrado, Universidade Federal de São Carlos, São
Carlos, São Paulo, Brasil.
Pereira, M. S. (2007). Semelhanças e diferenças
entre crianças com Síndrome de Down incluídas e crianças com desenvolvimento
típico. Dissertação de mestrado, Universidade Federal de São Carlos, São
Carlos, São Paulo, Brasil.

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